quinta-feira, 30 de julho de 2009

Reconstrução Mamária com expansão e implante mamário

Este texto foi-me enviado pela Cinda.
Foi elaborado com a intenção de dar a conhecer aqui no "Rosa Esperança" a experiência da sua reconstrução mamária, ainda a decorrer.


"Esta informação destina-se a todas as mulheres que passaram por uma neoplasia da mama.
A Reconstrução Mamária, deve estar integrada no plano global de abordagem de doentes com neoplasia da mama. Esta orientação deve ser compatível com os critérios e o calendário oncológico, bem como com os aspectos psicológicos, emocionais e estéticos de cada mulher.
Com a Reconstrução Mamária, pretende-se reconstruir uma mama que se aproxime, o mais possível da mama oposta, nomeadamente, no que diz respeito à forma e volume.
Quando devemos ou não, realizar a reconstrução, só a nós e aos médicos que nos acompanham, é que compete tomar a decisão. Nunca devemos pensar que a Reconstrução Mamária, pode impedir que uma recidiva, não possa ser diagnosticada.
Quando olhamos aos benefícios estéticos, aos reequilíbrios e reencontros da mulher na sua totalidade, vale a pena este esforço suplementar.
Cada uma das mulheres é um caso. Temos que ter em conta o timing certo, para realizar todo este processo que pode ter a duração de mais ou menos, um ano e meio dois anos.
Existem várias técnicas de recosntrução mamária. Não se pode dizer que uma seja melhor que outra, mas sim, que uma é mais adequada para determinado caso.
Muitas mulheres podem iniciar a reconstrução logo imediatamente a mastectomia, ainda no bloco operatório, para isso terá de haver indicação médica e uma colaboração entre a equipa de remoção e de reconstrução.
Os métodos habitualmente usados são:
.Implante mamário
.Expansão (expansão tissular) e Implante Mamário
.Retalhos musculo-cutâneos:
-1Latissimos dorsi (L.D.)
-2Rectus abdominais (T.R.A.M. ou Hartramph)

A selecção do método de reconstrução, depende do estado clínico, da expectativa e da tolerância da mulher, do estado da mama contralateral, assim como o estado e o tipo de pele de cada uma.
Sobre este assunto, vou falar mais especificamente da reconstrução mamária a que estou a ser submetida, uma vez que posso falar na primeira pessoa:

Reconstrução Mamária com expansão e introdução de implante mamário
Este método utiliza o princípio da distensão gradual dos tecidos que serão utilizados para cobrir o Implante Mamário. O expansor tissular é um dispositivo formado por um reservatório (“bolsa” ou “saco”) que está ligado a uma válvula por onde se introduz, de 12 em 12 dias, soro fisiológico com o objectivo de aumentar o volume do reservatório e assim distender os tecidos moles supra jacentes. Este é o método mais frequente na Reconstrução Mamária, sempre que as condições o permitam.
Na primeira intervenção cirúrgica introduz-se o expansor que será mantido cerca de três meses em expansão e mais três após a expansão. Na intervenção seguinte, será removido e substituído pelo implante, sendo em simultâneo efectuada a simetrização com a mama colateral, com o objectivo de se obter um melhor resultado estético. Pode ser uma mamosplatia de aumento ou redução, assim como uma mastopexia (subida) para que o resultado quanto ao tamanho e forma das mamas fique o mais simétrico possível.
Após o tempo que o médico achar necessário, conforme a cicatrização e a adaptação da prótese, será a terceira intervenção para a reconstrução do mamilo, assim como a sua tatuagem.

Como disse no início deste texto, cada caso é um caso, nunca podemos fazer comparações, porque só os clínicos que nos acompanham, podem, muito em concreto, dar a melhor indicação a cada uma de nós.
Nem sempre, não fazendo radioterapia, é possível utilizar estes métodos mais usuais e em que o paciente corre menos riscos. O tipo de pele, a quantidade de musculo que nos é retirado, a nossa constituição física e até mesmo a nossa recuperação física, após a mastectomia, pode decidir qual o melhor e mais aconselhado método de reconstrução.

Cada uma de nós tem de decidir por si, se quer ou não efectuar uma reconstrução.
Para que possam tomar contacto mais directo com a evolução da Reconstrução Mamária expansão, deixo algumas fotos da evolução da minha".
...


Como sempre, é nosso desejo que a partilha desta informação, na primeira pessoa, seja útil e possa esclarecer algumas dúvidas.
Beijos


Risco de cancro cai para metade com 30 minutos de exercícios por dia


Estudo defende que a prática de exercício físico por pelo menos 30 minutos por dia não só previne o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como reduz para metade o risco de cancro.
A pesquisa, publicada recentemente pelo "British Journal of Sports Medicine", indica que, quando uma pessoa pratica desportos de média ou alta intensidade, o consumo de oxigénio aumenta e ajuda o corpo a combater diversos tipos de doença, entre elas o cancro. Para chegar a essa conclusão, uma equipa de investigadores das universidades finlandesas de Kuopio e Oulu acompanhou por quase 17 anos os hábitos de vida de mais de 2.500 homens adeptos de práticas desportivas e que tinham entre 42 e 61 anos de idade. Do total dos participantes do estudo, 181 morreram na sequência de algum tipo de cancro. Os mais frequentes foram de pulmão, próstata, cérebro, na região gastrointestinal e os linfomas. Ao longo da pesquisa, os cientistas estudaram os hábitos desportivos dos voluntários para determinar, em unidades metabólicas (MET), qual a quantidade de oxigénio consumida durante a prática de exercícios segundo a intensidade do mesmo. Ficou constatado, por exemplo, que a quantidade de oxigénio consumida numa caminhada normal, numa caminhada acelerada e durante o nado é de 4,2 MET, 10,1 MET e 5,4 MET, respectivamente. Em média, a quantidade de oxigénio consumida por todos os voluntários nos seus exercícios era de 4,5 MET, dedicando 66 minutos a actividades físicas. No entanto, 27% deles não dedicavam meia hora de seu dia à prática de desporto. Com esses dados, os investigadores concluíram que um aumento de 1,2 MET na quantidade de oxigénio consumida durante exercícios reduz os riscos de cancro, especialmente de pulmão e na região gastrointestinal. Durante o estudo, os cientistas avaliaram outros factores exógenos, como a idade, o consumo de álcool e tabaco, a alimentação e o índice de massa corporal.
Fonte: http://saude.sapo.pt/

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mais operações ao cancro


Ministério da Saúde vai pagar incentivos aos médicos

"O coordenador nacional das doenças oncológicas, Pedro Pimentel, anunciou que vai ser criado um programa para resolver as listas de espera para cirurgia na área do cancro, em especial para os casos em que os tempos de espera ultrapassam os tempos legais.
Segundo aquele responsável, o programa passa pela "atribuição de incentivos aos médicos" e deverá arrancar já no próximo ano.
A prioridade dos casos está a ser avaliada pelas estruturas do Ministério da Saúde.

Em estudo estão dois critérios: casos mais complexos de tratar, como o cancro da cabeça e pescoço, pâncreas, estômago ou esófago, ou, em alternativa, casos em que se verifica um maior número de doentes, como sejam os cancros da mama ou da próstata.


Em cinco dos 11 hospitais que fazem 65 por cento das operações contra o cancro os tempos de espera ultrapassam o recomendado em cerca de 40 por cento dos casos. Por exemplo, o tempo de espera para uma cirurgia ao cancro da próstata atingiu os 41 dias, já o da neurocirurgia chega aos 81 dias".



Porque a familia do cancro é vasta... uma noticia interessante e que esperamos seja posta em prática rápidamente. Quer nos casos mais complexos, quer em todos os outros porque todos são urgentes e "complexos".

Bjos a todas

quarta-feira, 22 de julho de 2009

São Rosas Senhor...São Rosas...! São Rosas Esperança...

"Raramente faço comentários neste blog se bem que muitas vezes com vontade de o fazer, não ganho coragem para tal. Pois tenho uma grande dificuldade de me exprimir, sei que escrevo mal. Quanto ao BAIRRO SOLIDÃO só consigo dizer saudades, saudades … Mas este fim-de-semana aconteceu algo na minha vida que não podia deixar de partilhar, foi o culminar de uma série de emoções que começaram no final do último espectáculo ROSA ESPERANÇA, que foi em Alcobaça. No final do espectáculo foram oferecidas rosas a todos os participantes neste, quando recebi a minha a primeira coisa que olhei não foram o aspectos da rosa, como a cor, e o formato, mas sim as borbulhas, e fiquei contente pois tinha três borbulha e pelo menos uma delas tinha probabilidades rasuráveis de ser enxertada e pegar. Para quem não sabe, em enxertia as borbulhas são as pequenas saliências que estão no caule junto a algumas folhas, onde a partir dai podem nascer novos ramos. Peguei na rosa e coloquei-a logo em água, no copo de champanhe que previamente tinha usado na peça.No dia seguinte à tarde foi a hora da verdade ia tirar enxertia daquela rosa. Depois de verificar as roseiras disponíveis para serem enxertadas escolhi a que achava melhor, que por sinal era da minha irmã. No momento de proceder à enxertia senti uma energia muito grande que se apoderou dos meus movimentos. Pois aquele acto significava o prolongar daquele último espectáculo, que foi o primeiro fora de Rio Maior e tinha sido um sucesso. Para mim foi de um grande significado, pois este grupo significa muito para mim. Cresci muito desde que o conheci.Foram os enxertos mais difíceis que já alguma vês tirei, pois a rosa já tinha sido colhida à muito tempo e estava muito desidratada. Mas com a energia que senti, tudo correu bem. Coloquei 4 enxertos, os únicos que estavam disponíveis, se tivesse opção de escolha não escolhia estes pois só um é que me inspirava alguma confiança. Depois foi a espera, e o cuidar da roseira todas as semanas, era a primeira coisa que ia fazer quando chegava de fim-de-semana. Para meu espanto todos os enxertos pegaram, coisa que não tinha acontecido nas outras duas roseiras que tinha enxertado.No fim-de-semana passado foi o culminar de emoções quando cheguei e vi duas rosas linhas, eram as mais bonitas do mundo, era como que se o último espectáculo se tivesse prologado e tivesse ali o seu auge. Aquelas rosas tinham um valor para mim que não as trocava por outras de ouro. Uma rosa dei-a a uma pessoa muito especial a outra ficou na roseira para ali envelhecer. Aquelas foram as primeiras rosas, não há rosas como as primeiras.
Espero bem que aquela roseira continue a dar destas rosas, por muitos e muitos anos, pois enquanto ela viver, para mim viverá também ali o ROSA ESPERAÇA e o QUEM NÃO TEM CÃO.
Para mim estes são os verdadeiros momentos da vida."
Hermínio Gonçalves

(retirado do Quem Não Tem Cão
http://equemnaotemcao.blogspot.com/)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Consultas gratuitas


Consultas gratuitas para os doentes oncológicosA União Humanitária dos Doentes com Cancro - http://doentescomcancro.org/uhdc/index.php vai passar a disponibilizar consultas gratuitas de apoio psicológico a doentes com cancro e seus familiares, no Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico, na Av. de Ceuta Norte, Bairro do Loureiro, Lote 11 – Loja 2, Lisboa, de segunda a sexta, entre as 9 e as 18h.

Segundo o presidente da associação, Luís Filipe Soares, a iniciativa é muito importante para os doentes oncológicos mais carenciados que, tantas vezes, não têm o apoio necessário na luta pela vida.Segundo a psicóloga da associação, Cláudia Costa, é necessário dar apoio psicológico e emocional que permita ao doente com cancro recuperar a auto-estima e ajuda-lo a desenvolver estratégias.Para marcar a consulta, diz a associação,basta ligar 213 619 542

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Como pode a moda combater o cancro

Como pode a moda combater o cancro in Jornal de Notícias
Onze criadores de moda nacional apresentam amanhã, no átrio principal de S. Bento, adereços - como lenços e chapéus - para mulheres em tratamentos de quimioterapia. A ideia do desfile partiu de um grupo de deputados.
"Esta iniciativa é dedicada a todas as mulheres que tiveram, têm ou virão a ter cancro. E não é uma acção de beneficência, mas um projecto de acção". Foi assim que Sónia Fertuzinhos - deputada do PS, a quem aos 34 anos foi diagnosticado um cancro da mama, tendo sido operada em Abril de 2007 - definiu ontem a iniciativa que visa fomentar a comercialização de adereços femininos que substituam as próteses capilares (perucas) e ajudem as mulheres doentes a melhorar a sua auto-estima.
A iniciativa reparte-se em três vertentes: o desfile que se realiza amanhã à noite, no átrio principal da Assembleia da República (AR), no qual participam 11 estilistas - Fátima Lopes, StoryTailors, Rita Bonaparte, Júlio Torcato, Filipe Faísca, Nuno Baltazar, Katty Xiomara, Ana Salazar, Manuel Alves/J. M. Gonçalves e José António Tenente - é apenas uma delas. Para além dos manequins, juntaram-se à iniciativa 11 figuras públicas - como Beatriz Batarda, Sofia Aparício, Catarina Wallenstein e Lúcia Moniz, entre outras, disse Eduarda Abondanza na sessão de apresentação. E estarão também três mulheres que se submeteram a quimioterapia. Uma delas disse a Fertuzinhos que iria levar amanhã colocado o seu lenço, como símbolo da força que encontrou naquele acessório. Essa foi a ideia que levou à criação pela AR de um lenço em tons de rosa-choque e lilás, em algodão - os primeiros 500 serão vendidos amanhã e os restantes na Livraria Parlamentar. Quem comprar o lenço verá que leva também um folheto com seis maneiras diferentes de o colocar na cabeça. A terceira vertente consiste na assinatura do protocolo entre a Associação Moda Lisboa, o Portugal Fashion, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Alto Comissariado para a Saúde, para a criação e fabrico dos acessórios. Enviados mais de mil convites - a empresários têxteis, serviços de oncologia do país e às ONG ligadas à causa -, Teresa Xardoné, da AR, disse que haverá dois espaços laterais para quem não tendo convite queira assistir à iniciativa dos oito deputados da Comissão de Saúde, que estarão presentes.
(Retirado do SuperGlamorosas)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Linfedema

Olá,

Antevendo as férias que se aproximam para muitas de vós (e para mim), lembrei-me de falar sobre algumas questões que povoam a cabeça de quase todas as mulheres nestes dias que antecedem o no fare niente. E o que me levou a abordar algumas destas questões é o facto de assumirem uma importância muito maior se falarmos de mulheres que passaram por cancro da mama, mastectomia radical ou parcial, quimio e radioterapia.
Nestes casos ultrapassam a linha de um simples desejo de estar bonita e bem para aproveitar o tempo de lazer, acresce um sentido de cuidados exigidos para o bem estar e para a saúde.

Inicio com o Linfedema, vulgo "Braço inchado", e que é uma acumulação anormal de liquido, rico em proteínas, linfa , no braço ou nos dois (cirurgia bilateral) que se pode estender à região do tórax, resultado de uma sobrecarga do sistema linfático, em que o volume de linfa acumulada excede a capacidade de drenagem da mesma. Pode surgir imediatamente á cirurgia, alguns meses ou até anos depois, mas se surge pode torna-se num problema crónico difícil de controlar e que deve ser discutido com o médico assistente e com um fisioterapeuta. O Edema do braço (linfedema) aparece porque os gânglios linfáticos foram afectados pela infecção cancerígena, porque foram retirados ou ainda porque ficaram danificados com a incidência da radioterapia.
Num estado muito inicial pode bastar o repouso, exercício físico moderado e adequado e elevação do braço ou, se num estado mais avançado ter que ser tratado com fisioterapia, uso de manga elástica, drenagem linfática manual...

Alguns sinais:
- Sensação de inchaço e braço pesado
- Diminuição de flexibilidade nos movimentos normais do braço, ombro e mão, assim como endurecimentos nas mesmas zonas
- Dificuldades maiores em vestir roupa com mangas.

Nunca deixar de falar com o médico sobre os sintomas e as medidas a seguir.
Na possibilidade de ter que fazer drenagem, nunca iniciar sem indicações médicas e nunca fazer sem ser num fisioterapeuta especializado nesta área.



O Linfedema ou Edema do braço não é um problema exclusivo do Verão, mas requer atenção redobrada na exposição ao sol, depilação, uso de vestuário sem mangas e uma hidratação intensíva para que seja controlado com êxito:

- Exposição ao sol deve ser evitada no dia a dia, usando camisola de mangas ou manga de três quartos.
Na praia, fazendo o horário dito de bebé fugindo ás horas de maior incidência de raios UVA (e este conselho serve para todas as pessoas, já agora!). O bronzeador sempre de índice máximo de protecção.
Uma camisola/túnica a proteger o braço se o horário for o menos indicado (para as meninas mais afoitas), e ao mesmo tempo que protege do calor protege também de picadelas de insectos (há praias que por vezes parecem infestadas). Cuidado também com o uso de anti-repelente... são geralmente muito fortes e podem irritar a pele do braço.

- Hidratação elevada, ou seja o braço deve estar sempre muito bem hidratado, com produtos o mais suaves possível para não irritar a pele. Mesmo que se use uma camisola ou outra peça com manga que proteja o braço, passar o creme hidratante deve fazer parte dos hábitos diários.

- Desodorizantes: sem álcool e sem perfume para que a axila não sofra irritações no tecido.

- A depilação na axila não deve nunca ser a cera para evitar o tradicional "puxão", os pêlos encravados ou infecções. Optar por um método que minorize as possibilidades de cortes/feridas.
Há quem aconselhe a máquina de barbear precisamente porque é segura neste sentido.
A depilação do restante corpo também não deve ser a cera quente, para não interferir no bom funcionamento da circulação sanguínea e não agravar o Edema dos membros superiores. Depilação a lazer na axila está completamente fora de questão porque pode provocar queimadura se mal feita (e ainda se faz muito mal em muitos sítios). Creme depilatório contém produtos muito abrasivos e fortes demais para a pele da axila.

Para além destes cuidados, mais indicados para a época balnear, nunca descuidar o facto de que não se devem carregar sacos pesados no braço/mão que corresponde ao lado em que se fez a cirurgia, o que inclui evitar transportar a mala nesse braço também... até porque sabemos que a mala das Sras pesa sempre para cima de muitos quilos.
Ter cuidado com picadelas (agulhas, insectos etc.).
Reservar diariamente um tempo para repousar o braço. É muito importante.
Não exagerar nos movimentos do braço com o exercício físico e perceber que tipo de exercícios se devem fazer.


A todas, já sabem, a vossa experiência e partilha só podem enriquecer e ajudar mais mulheres.
Eu espero ter ajudado/ esclarecido de alguma forma.


Para quem vai de férias não esquecer: abusar dos chapéus coloridos, os vestidos soltos, a havaianas, os lenços com muita cor, um verniz de cor forte, os óculos de sol e... estarão lindas para viver o descanso com alegria e glamour. Como merecem.


Beijos

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Lenços, turbantes ou peruca...

Queda de cabelo durante a quimio:

Após o terrível impacto de saber que se está com um diagnóstico de cancro da mama, a tensão recai em saber qual a via a seguir para que a doença seja combatida.
Há várias. E serão os médicos a decidir, em conformidade com a situação clínica de cada mulher. Uma delas, nem sempre uma opção necessária, é a Quimioterapia.
E decidi falar da quimioterapia, porque este processo tem um dos efeitos secundários que mexe muito com a auto-estima e a imagem que a mulher tem de si, fazendo-a entrar, muitas vezes, numa espiral de depressões ainda mais profundo.
Nem sempre se passa pela mastectomia, nem pela quimio... mas quando a mulher tem que vivenciar as duas situações o percurso da doença/cura pode tornar-se ainda mais espinhoso no sentido de percurso quer físico, quer familiar ou até mesmo social. O temor e a angustia que a mulher enfrenta ao imaginar-se careca é mais um golpe.
A queda de cabelo, o tema a que nos propusemos falar hoje, acontece devido ao ataque feito pelas substâncias químicas, não exclusivamente, e só, á células malignas, mas também a algumas células saudáveis: aquelas que são de reprodução rápida. São elas as células da mucosa do estômago, da medula óssea e as capilares. A paciente deve falar com o médico/a para perceber as probalidades de isto acontecer. Nos casos de maior agressividade dos compostos da quimio, a queda acontece, normalmente, entre 16 a 18 dias após o primeiro tratamento de quimio e é um efeito reversível: findos os ciclos de quimio definidos, o cabelo volta a crescer, embora quase sempre com uma textura diferente. Também pode ser uma queda parcial ou total: pode cair o cabelo todo, ou ficarem sempre algumas madeixas. Também é normal caírem os pêlos púbicos e os cílios.
Cada caso particular tem que ser visto como isso: particular. E os elementos médicos que seguem as pacientes têm um papel importante no esclarecimento das dúvidas e receios. Por isso aconselha-se: perguntar e insistir sempre que haja dúvida alguma.



- Auto-estima e valorização de imagem durante a doença:



Cada mulher procura, dentro de si e do meio sócio-familiar que a rodeia, enfrentar a sua calvice forçada.

Há quem opte por cortar o cabelo antes de começar a cair, quem venda o cabelo para fazer perucas de cabelo natural, quem compre uma peruca logo de seguida, quem deixe que o processo natural da queda se desenrole por si , quem opte por usar turbantes ou lenços coloridos e há ainda quem assuma a sua "careca" sem preconceitos e receio dos olhares indiscretos e interrogativos.
Quaisquer opção é digna e legitima se serve a qualidade de vida e aumenta a valorização da imagem pessoal da mulher que a toma.
A mulher tem que se sentir bonita e confiante, lutar também por estar bem com a imagem, dar-se esse mimo. Não há nisto nada de fútil, não façamos juízos de valor.

No caso de optar por peruca há que ter um certo cuidado na sua escolha: de fibra sintética ou cabelo natural? Comprar onde? Como escolher? Como fazer a manutenção e higiene regulares - sim! que mesmo sendo peruca tem que ser lavada com produtos indicados e nem sempre suporta o secador... Quanto pode custar uma peruca? - depende do material, há desde os 100€ até aos 500€ mais ou menos.
Não existem em muitas cidades e a informação não chega a todos os locais, por isso deixo alguns endereços de compra/aluguer de perucas. No Porto, em Coimbra e em Lisboa. No Sul não encontrei nada do género:

- Porto


  • Inês Pereira

    R. Firmeza, 509 (Baixa Portuense)
    4000-230 Porto
    Tel. 222 001 675
    Horário: segunda a sábado - 9h às 19h
    Endereço na net- http://www.inespereira.pt/

- Coimbra

  • Tecnicabelo
    Avenida Armando Gonçalves Edifício Hotel Tryp (antigo Melia)
    Centro Comercial Sol - Loja 19
    3000-059 Coimbra
    Tel.: 239 482 413 Fax: 239 482 413 Telemóvel: 936 613 744 / 919 511 964
    Endereço na http://www.tecnicabelo.com/

- Lisboa

  • Casa Minabel
    Praça Alegria 44,1º-E,
    1250-004 LISBOA
    Telefone 213 461 530 Fax 213 244 422
    Endereço na net http://www.minabel.pt/


Há ainda hospitais, que a pedido da doente pode facultar peruca. Caso seja esta a opção deve informar-se junto do mesmo e saber quais os procedimentos a tomar. Muitas das casas que vendem perucas têm acordos com as entidades hospitalares, o que pode significar facilidades de apoio social. Existem também, nalguns casos acordos com vários sistemas de segurança social, deve-se obter informação neste sentido antes da compra para se poder beneficiar do mesmo.

Espero que esta seja uma informação útil. Esperamos enriquecê-la com a experiência de quem nos visita e ajudar quem nos procura.

Bjos

quinta-feira, 25 de junho de 2009

As fotos (algumas)... finalmente!!!!

No Santuário. Já um dos grupos tinha "zarpado" para a missa




Pia do Urso - Inicio do almoço...



Calor, sede , convivio e... brincadeiras!



Hora do café... na esplanada.




E no parque, a conversa mantinha-se, a conversa e a boa disposição




As sobreviventes, os sobreviventes... e a esperada brisa fresca.



Esta é uma foto-reportagem com apenas algumas (algumas!) das dezenas de fotos que se tiraram naquele dia.
Não foi fácil escolher... tentei mostrar alguns dos momentos distintos que vivemos em Fátima e na Pia do Urso.
Agradeço aos nossos sempre atentos, prestáveis e bons fotógrafos: Joaquim, Paulo Azevedo e Tó Vieira.

Bjinhos a todos/as

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Foi Magia...

E no dia 21, em Fátima, mesmo antes das 10h, hora marcada para o encontro, já se faziam chegar algumas mulheres vestidas de rosa e branco.
Acompanhadas de familiares ou amigos/as, aos poucos fomo-nos reunindo junto á Capelinha. Num grande alvoroço, as conhecidas, mais comedidas e envergonhadas as que se nos apresentaram pela primeira vez... mas em cada rosto uma semelhança: o sorriso que se mostrava antes mesmo de se dizer o nome e dar um abraço com sabor a "estamos aqui".

A conversa fluía desde o primeiro momento, as mãos tocavam-se várias vezes e o olhar, amiúde, ficava humedecido da surpresa e alegria. A magia dos afectos ia acontecendo logo ali, para se estender dia fora.
Muitas pessoas vieram pedir o cartão que tínhamos na mão... aquele grupo efusivo e todo ele em branco e rosa ia despertando a curiosidade dos peregrinos em geral. A hora da missa chegada, e um grande grupo dirigiu-se para mais perto da homilia, enquanto algumas pessoas se dirigiram logo para o local do pic.nic, a "Pia do Urso", um parque natural que se revelou de uma beleza extraordinária.

O calor, nos seus 39º, já se tornava insuportável mas nem esse factor impediu que a missa fosse seguida até ao fim pelas resistentes, enquanto outro grupo igualmente grande se instalava ás sombras de parque de merendas.
A disposição das mesas impediu a partilha facilitada dos petiscos, mas mesmo assim, o corropio para a mesa dos vizinhos era enorme e motivo de risadas e comunhão, bem como a galhofa e conversa cruzada, muitas vezes quase imperceptível naquela grande e saudável barafunda.

Era um espaço que albergava, arrisco dizer, cerca de cem pessoas ou mais... e não sendo grande o suficiente para estarmos todos instalados em mesas, foi suficiente para nos acolher e proporcionar momentos divertidos, de convívio, de partilha de experiências e de amizades.


Deixámos que o cansaço da manhã e a fomeca esmorecessem e as meninas "Movimento Rosa Esperança" iniciaram uma segunda aproximação ás mulheres presentes. Era necessário saber mais de cada uma, agradecer a presença falar do Movimento que as tinha desafiado a comparecer aquele encontro.
Entregámos um postal, pedimos e demos contactos, ouvimos experiências e percursos pessoais, falámos de nós e do que gostaríamos de ser enquanto "Movimento Rosa Esperança", falámos de nós, de coisas sérias, de coisas divertidas, rimos e dividimos momentos.
O calor não abrandava, mesmo á sombra... e o cansaço já obrigava algumas pessoas, as que tinham vindo de mais longe, a rumarem de volta a casa. E sempre que alguém se despedia a nostalgia de perceber que a tarde ia acabar. Apenas a vontade de um novo encontro, comum a todos os presentes, superava este sentimento.
E porque foi o primeiro, e porque a tudo o que é "primeiro" está sempre inerente alguma inexperiência, sentimos que muito poderia ter sido diferente... e também aqui, a alegria de ter recebido amigas e de ter conhecido tantas mulheres supera esse sentimento e faz-nos desejar que o próximo encontro seja ainda melhor .

Estivemos no parque, até ás 21h, mais ou menos. E despedimo-nos da brisa fresca (finalmente um ar fresco!) com alguma resistência.
Só as abelhas, ou vespas, ou que quer que fossem aqueles aviões irritantes de volta de nós, não nos deixaram saudades.

A todas as pessoas presentes neste nosso encontro: ás que estiveram apenas no Santuário, ás nos acompanharam no pic-nic e ás presentes o dia todo um agradecimento sem fim.
E a todas as mulheres que sabemos estar connosco, mas que não puderam marcar presença física, um obrigado igualmente infinito.


A nossa casa é vossa, queremos crescer e chegar a muitas mais mulheres.
E é o que faremos, também com a vossa ajuda, devagar, confiantes das nossas intenções e sempre concentradas no objectivo principal: dar-vos momentos de Alegria; Esperança; Glamour e tudo o que seja a magia de ser Mulher... sempre.


P.S.- Faltam as fotos, eu sei. Peço só mais um dia ou dois... só até ter tempo de organizar os milhares que vou recebendo, ok?


Bjinhos a todas

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sobre o I Encontro Rosa Esperança

Para esclarecer algumas dúvidas que nos têm sido colocadas, através de e-mails e nos blogues, sobre o encontro em Fátima:

- O Encontro é no recinto do Santuário, por volta das 10h, junto á Capelinha das Aparições. Como iremos de rosa e branco, a identificação do grupo é fácil. Quem se atrasar não desespere que estará lá sempre alguém até ao final da missa. Se por acaso o atraso for mesmo muiiiiiiiiito grande pode ir directo para o parque "Pia do urso", onde decorrerá o convívio/almoço.

- O transporte até Fátima é feito a titulo particular, ou por boleia de alguém conhecido e que também queira estar presente. Não temos transporte colectivo, até porque seria difícil, uma vez que temos já pessoas de várias zonas do pais a estar presentes.

- Este encontro é aberto, também, a todas as pessoas que queiram estar presentes, com cancro da mama ou não, com outro tipo de cancro (ovários e útero, como me perguntaram, por ex.), e até a quem não tenha problemas oncológicos mas esteja sensibilizado com a causa do cancro da mama. Sendo um encontro de mulheres com cancro da mama, essencialmente, não se fecha a ninguém.

- O lanchinho ( merenda, marmita, farnel etc... o que lhe quizerem chamar) devemos ser nós a levar, mas uma vez chegado é para degustação do grupo em geral. Ou seja, será englobado na mesa para todos se poderem servir. E posto assim, aconselho a que se esmerem, eheh

- Exigência única: boa disposição! (mas esta parte vão perceber que é um factor natural para quem se junta com as amigas "Rosa esperança").


Nota:
Recebi email da Paula Almeida e não consigo enviar resposta... dá sempre erro. Peço desculpa por isso, mas penso que as suas dúvidas também ficarão esclarecidas com este post.

Esperamos por todas no dia 21.

Dá que pensar... e muito!


2000 doentes com cancro pedem ajuda económica à Liga
por ANA TOMÁS RIBEIRO


"Liga Portuguesa contra o Cancro teve mais 50% de pedidos de apoio de doentes no último ano, revelou o presidente Vítor Veloso. Assim, 1500 já estão a ser apoiados, mas 500 ainda esperam por auxílio para transporte, medicamentos e alimentação. Hoje, Linha Cancro lança a sua nova imagem.
Neste último ano, a Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC) registou um crescimento de 50% nos pedidos de ajuda económica de doentes oncológicos. São pessoas que na sua maioria vivem com o salário mínimo nacional e que, com a crise e doença, passaram a necessitar de apoios para o transporte para os hospitais onde recebem tratamento, para os medicamentos e para alimentação.
No total, a Liga está a apoiar 1500 famílias, o que representou, no último ano, uma verba de 200 mil euros só para ajudas económicas - mais 20% do que em 2007. Mas as verbas de que a entidade dispõe já não chegam para ajudar todos. Por isso há, pelo menos, mais cerca de 500 doentes à espera de auxílio, disse ao DN o presidente da LPCC, Vítor Veloso, sublinhando: "O que mais me custa é que são a chamada pobreza envergonhada. Gente que viveu normalmente, mas que a doença e a situação de crise os obrigou a pedir."
A sorte é que, em ano de crise, as receitas da Liga Portuguesa contra o Cancro também cresceram, admite. "O que faz acreditar que com ela algumas pessoas começaram a pensar mais no lado de lá da vida." O apoio económico será, assim, uma área prioritária para a LPCC nos próximos tempos. Mas não a única.
Alargar o ajuda psicoemocional aos doentes oncológicos e seus familiares e informar cada vez mais pessoas sobre o cancro, como uma forma de prevenir a doença, é outro dos seu objectivos. Por isso, investiu recentemente cerca de 65 mil euros, na renovação da imagem e na campanha de divulgação da Linha Cancro, que se inicia hoje na imprensa.
Criada há quase dois anos para "informar, tranquilizar, educar e esclarecer", não só os doentes de cancro mas também os seus familiares e outras pessoas que queiram saber algo sobre a doença, a Linha Cancro conta agora com o patrocínio da Sanofi Pasteur MSD.
O objectivo é tornar este serviço mais conhecido, explicou ao DN Vítor Veloso, acrescentando: "Gostaria que o número médio de 15 chamadas telefónicas diárias para o 808 255 255 triplicasse".
Até agora, de forma geral, um em cada três doentes obteve informação sobre linha no hospital. As patologias mais abordadas por quem liga para a Linha Cancro são o cancro da mama (30%), colo rectal (8%), próstata (6%), colo do útero (5%), pulmão (5%), estômago (4%), linfomas (3%) e leucemia (2%). Cerca de 15 % das chamadas têm como objectivo pedir esclarecimentos sobre outros tipos de cancro e
cerca de 19% dos utentes não identificam a patologia.
À mudança de imagem da linha telefónica, a LPCC associou a criação de um e-mail para onde os doentes podem enviar os seus pedidos de informação (ver caixa).
A linha telefónica registou nos seus dois anos de existência 7222 chamadas, a maioria de mulheres a pedir apoio ou informação sobre o cancro da mama (ver caixa). Trata-se de um serviço assegurado por técnicos especializados, desde enfermeiros a psicólogos, que funciona entre as 09.00 e as 22.00 horas de segunda a sexta-feira. Ali, os utente podem saber como obter apoios sociais e psicológicos, conhecer os seus direitos de doentes oncológicos, informarem-se sobre sítios credenciados para receberem tratamento.
"O serviço criado na Net permite agora dar resposta a doentes ou familiares que não querem ter contacto oral com psicólogos sentindo-se mais seguros a expor as suas necessidades por escrito" , sublinha o presidente da LPCC".

Esta noticia é/deve ser uma preocupação para a população em geral...

Acho que todos nós, de alguma forma, conhecemos ou sabemos de alguém que devido a um percurso de doença, mais alongado, entrou numa espiral de dificuldades. Nestas situações, não há prioridade acima do doente, do seu bem estar e das suas necessidades. Todos os meios e recursos são canalizados para isso.
Se olharmos para os números dá que pensar. Corresponderá a quantas famílias?
E outra coisa nos salta á vista: o cancro da mama encima a percentagem de maior nº de pedidos de ajuda... e que ainda existem uns inquietantes 19% que não sabem identificar o tipo de cancro de que padecem.



Bjos

domingo, 7 de junho de 2009

I Encontro Rosa, Esperança


O "Movimento Rosa, Esperança" vai realizar o 1º encontro.
Será em Fátima, no dia 21 de Junho e convida todas as mulheres/famílias que queiram estar presentes.

Embora sendo num local de grande religiosidade, não tem cariz religioso ou outro.
Pretendemos que seja um encontro de alegria, partilha e amizade. Uma extensão da mensagem que temos transmitido até aqui, com a peça de teatro, que fala sobre a experiência do cancro da mama.

O dress-code será o rosa/branco, para homens e mulheres. Desta forma a identificação do grupo, quer no recinto das Aparições quer no parque "Pia do Urso", será mais fácil a todos.
Não esquecer a merenda, cada um de nós vai participar do almoço com o que entender por bem levar.

Vai ser um dia memorável... não faltem.